
Isto afeta equipamentos comuns, como variadores de velocidade, inversores, sistemas de alimentação ininterrupta (UPS), pontos de carregamento de veículos elétricos, equipamentos informáticos ou sistemas LED, presentes tanto em aplicações industriais como na utilização quotidiana.
No que diz respeito à proteção das pessoas e da própria instalação contra eventuais falhas ou correntes de fuga em corrente contínua, os dispositivos de proteção diferencial dos tipos A, CA ou F não detetam fugas de corrente contínua. Esta limitação pode comprometer a continuidade do serviço, provocar incêndios ou até colocar em risco a vida das pessoas.
Quando se instalam diferenciais em série, a montante da carga, a seleção correta do dispositivo não deve considerar apenas o tipo de carga. É igualmente necessário ter em conta outros aspetos que assegurem uma coordenação adequada do sistema de proteção.
Para garantir a seletividade vertical, devem ser sempre cumpridas três condições: amperimétrica, cronométrica e de tipo.

A sensibilidade de um interruptor diferencial deve ser sempre superior à do dispositivo instalado a jusante. Desta forma, caso ocorra uma fuga, atuará primeiro o dispositivo mais próximo do ponto afetado da instalação, evitando a desconexão de toda a linha.
Para garantir esta seletividade, recomenda-se ajustar a sensibilidade para um valor aproximadamente três vezes superior ao do diferencial instalado a jusante.

Tal como acontece com a sensibilidade, os tempos de disparo dos interruptores diferenciais também devem ser superiores no dispositivo instalado a montante.
Isto garante que, perante uma fuga, atua primeiro o diferencial mais próximo do ponto de falha. Para manter a seletividade cronométrica, recomenda-se configurar o tempo de atraso para um valor aproximadamente duas vezes superior ao definido no diferencial instalado a jusante.

Outro aspeto importante é a seleção correta do tipo de proteção diferencial. Este deve ser sempre do mesmo tipo ou de um tipo superior ao instalado a jusante.
Desta forma, assegura-se a continuidade do serviço e evitam-se disparos intempestivos que possam afetar toda a instalação.


Face à crescente necessidade de proteger este tipo de cargas, a Circutor dispõe de uma vasta gama de soluções de proteção diferencial tipo B.
O RGU-100B é um relé diferencial associado a transformadores da gama WGB e equipado com comunicações RS-485 através de Modbus RTU, com diâmetros interiores até 140 mm, permitindo proteger cargas até 630 A.


O equipamento é configurável com sensibilidades a partir de 30 mA e dispõe de disparo instantâneo ou temporizado. Além disso, apresenta no visor o nível de fuga no momento do disparo, facilitando o ajuste preciso da sensibilidade de acordo com as necessidades da instalação.
Adicionalmente, regista o nível de fuga em CA, em CC ou o total combinado CA+CC, permitindo identificar facilmente a origem da anomalia.
O RGU-110B é um relé eletrónico de proteção diferencial tipo B concebido para detetar e gerir correntes de fuga em instalações elétricas modernas.


Em conjunto com os transformadores WB, protege e monitoriza todas as instalações elétricas onde, devido ao tipo de carga, à legislação em vigor ou às especificações do fabricante, seja necessária a instalação de proteção diferencial tipo B.
A série RGU-110B dispõe de transformadores para proteger cargas até 4000 A, permitindo uma correta coordenação do tipo de proteção em quadros parciais ou quadros gerais, bem como a proteção de grandes cargas, como variadores de velocidade.
O CBS-400B é um relé diferencial associado a transformadores da gama WGB e equipado com comunicações RS-485 através de Modbus RTU, com diâmetros interiores até 140 mm, permitindo proteger cargas até 630 A.


O equipamento é configurável com sensibilidades a partir de 30 mA e dispõe de quatro canais para proteger quatro circuitos totalmente independentes em apenas três módulos DIN. Dispõe igualmente de disparo instantâneo ou temporizado.
Tal como o RGU-100B, permite visualizar no visor o nível de fuga em CA, em CC ou o total combinado CA+CC.

Recomenda-se a consulta adequada dos manuais de equipamentos como variadores trifásicos, inversores, pontos de carregamento ou sistemas de alimentação ininterrupta.
Os fabricantes deste tipo de equipamentos com conversão CA/CC especificam que a única forma de garantir uma proteção adequada consiste na utilização de diferenciais tipo B.
Desta forma, garante-se o correto funcionamento do sistema, previnem-se possíveis acidentes e assegura-se a continuidade do fornecimento de energia elétrica.
ESCRITO POR CIRCUTOR